Do município de Mairiporã, com nascente na Serra Vermelha, até
o município de Salto, com foz no rio Tietê, o rio Jundiaí
percorre 123 km (seis municípios) e constitui a menor bacia do Estado de
São Paulo, a Bacia do Rio Jundiaí-Mirim. Suas águas, no entanto,
formaram um dos rios mais poluídos do Estado pela grande concentração
de indústrias na região, atraídas pela proximidade com a
capital (cerca de 100 km). Esta área abrange Campo Limpo Paulista, Várzea
Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto.
A situação do rio Jundiaí começou a mudar na década
de 80, com a criação de um programa de despoluição
levado adiante pelo CERJU, Comitê de Estudo e Recuperação
do rio Jundiaí, com a participação do governo do Estado,
dos municípios, da DAE S/A e das indústrias. As principais ações
foram a canalização de 14 km de rede de esgotos, instalada pela
DAE S/A, e uma Estação de Tratamento de Esgotos, construída
e operada em regime de concessão pela CSJ.
O tratamento de esgoto reduziu muito a poluição no trecho que
passa pelo município, pois a carga orgânica que antes era lançada
diretamente no Rio, agora é removida em sua quase totalidade. O monitoramento
do Rio, efetuado pela CETESB e também pela CSJ, acompanha essa condição e contribui
para que a cidade de Jundiaí seja considerada referência em saneamento
básico.
